PASTOREANDO O CORAÇÃO DAS CRIANÇAS

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O que é pastorear:
É a ação coordenada que objetiva o anúncio do Reino de Deus e se expressa no testemunho pessoal e comunitário, através da vivência da fé, da esperança e do amor.

Pastorear a criança:
Pastorear crianças é educa-las em valores para a vida, para o amor e para a paz. Pastorear a
criança é acolher, é orientar, é animar, é estar pronto, é servir, é acarinhar, é colaborar, é amar...
Todos e todas são responsáveis pelas crianças. De maneira especial a família, os professores e as professoras, os pastores e as pastoras são os que mais diretamente são responsáveis pelo pastoreio das crianças.
A educação da criança é global. É a partir do que a cerca que a criança vai aos poucos sentindo, vendo, ouvindo e aprendendo ser ela mesma. Por isso o cuidado, a sensibilidade, a bondade e o amor são de importância fundamental para a criança. Ela aprende não tanto pelo que dizemos, mas muito mais pelo que somos e pelo que fazemos.
Os pastoreio do coração da criança é uma ação comunitária onde o pai, a mãe, os avós, os tios/as, os educadores/as e todos os irmãos e irmãs da igreja tem uma enorme influência na ação educativa da criança... Aquele e aquela que são chamados para pastorear a criança são chamado para contribuir na construção de um caminho no qual viver é amar . Amar a Deus, amar os seres humanos, amar a natureza, amar os animais, amar o sonho de Deus.


Quando pastorear as crianças:
É necessário e muito importante conhecer as características das crianças e entender as situações que influenciam seu desenvolvimento integral.
Já desde a gestação, e nos primeiros anos da vida, a criança experimenta, associa a mãe , ao pai, às pessoas com as quais convive e ao ambiente, as mais variadas sensações:
- proteção ou abandono
- bem querer ou mal querer
- ser mais uma ou ser única e esperada introjeta, faz o registro afetivo em si de todo o clima familiar.

O período de 0 a 6 anos é muito importante. Nesta a criança ainda não é capaz de alto-condução e então é o/a adulto/a que estabelece as normas de comportamento para elas.
Sabemos que há uma relação do desenvolvimento humano com a fé. Esta relação começa nos primeiros anos da vida, quando a criança interage com seus pais ou responsáveis. A fé se desenvolve como uma espiral, com forte resultados das situações vivenciadas pelas crianças nas relações com as pessoas e ambiente em que vivem.
A integração no universo é um permanente processo evolutivo, uma constante auto-elaboração e necessidade que se renova a cada manhã e que se torna mais aguda em determinadas faixas de idade de nossa existência (criança, adolescente, idoso/a).

As crianças de 6 a 9 anos começam a responder por elas mesmas, têm a capacidade maravilharem-se, são afetiva e têm muita sensibilidade.

Dos 9 a 12 anos ocorrem muitas mudanças. Despertam para a criatividade, surge os "grupos".

Como pastorear o coração da criança:
Cuidar de cada momento do desenvolvimento

A espera do nascimento:
A pastoral começa com o pai, a mãe e toda a igreja. Encontrar tempo para conversar sobre o nascimento da criança ela vai se localizar na família - primogênita, caçula, seus irmãos, suas irmãs e avós...
Falar sobre batismo. A importância da nossa herança de fé.
O nascimento: Manifestar a alegria da chegada da criança - (um cartão, uma flor, um livro).
A visita pastoral é esperada pela família com grande espectativa.
O anúncio na igreja - bonito cartaz , painel - Acolhida e apresentação da criança no primeiro dia que ela for a igreja.

O batizado:
O pastor deve valorizar o batismo da criança. A Igreja Metodista batiza criança. Jesus afirma que as crianças são membros do reino de Deus "E qualquer que receber, em meu nome, uma criança tal como esta, a mim me recebe".
Preparar o dia do batizado com toda a comunidade. Anunciar com antecedência.
Conversar com as crianças da igreja sobre o grande evento. Decorar a igreja.
Preparar a celebração de forma bem participativa. Incluir as crianças, os avós, as professoras da ED. Escolher músicas que fazem sentido para a ocasião.
Faça do 0 batismo o momento de grande vivência da fé comunitária. Prepare um legado para a criança (pequeno álbum com dados sobre o batismo - dados da igreja, do pastor, das crianças presentes, das músicas, etc.)

A escola:
A educação cristã acontece em todos os espaços da igreja , tanto nos espaços físicos quanto nos "espaços" de convivência. A escola deve ser um lugar de muita experiência boa para as crianças de todas as idades.
As crianças pequenas até quatro anos aprenderão nossas atitudes e valores.
Os/as adultos/as que amam e cuidam da criança transmitem, por meio de seus atos que Deus é amor e que ele ama e cuida de seus filhos e filhas. As várias atividades que visam o desenvolvimento total da criança ajudam a construir o alto conceito : "Sou amado/a. Tenho capacidade de crescer, amar, participar e contribuir para um mundo melhor". Os frutos do espirito - amor, alegria, paz, paciência, bondade, humildade, fidelidade, domínio próprio - são características que devem fazer parte de nossa vida se vamos compartilhar nossa fé com as crianças.
O pastor/a deve visitar as classes das crianças incentiva-las, elogia-las, contar histórias e outras atitudes muito importantes.
Dar especial atenção as fazes da participação na escola dominical.
Estabelecer os ritos de passagem - do berçário para o jardim e assim por diante. Explicar para as crianças, conversar, deixar que elas falem de seus sentimentos. Oferecer um legado que marque este momento de passagem.

O culto:
" O pastor/a precisa trabalhar o culto, tornando inclusivo às crianças."

Santa Ceia:
" A criança como herdeira do Reino de Deus, deve participar da seia do Senhor, preferencialmente junto com seus pais, ou familiares, membro da igreja, ou acompanhada pelas pessoas responsáveis por sua formação cristã, depois de terem sido orientadas pelos mesmos sobre a relevância da celebração e o seu significado. Os pastores/as orientaram aos pais e demais membros da comunidade local para que instruam seus filhos acerca do significado e natureza da Ceia do Senhor".

A vida escolar:
É importante demonstrar interesse pastoral para as crianças com respeito a seus estudos . Orar com elas no início do ano letivo, conhecer suas dificuldades e descobrir como incentiva-las. Organizar encontros para conversar com as crianças sobre suas escolas. É possível entender muito mais as crianças a partir dessas experiências conjuntas. Outras atividades muito interessantes são com relação as ferias. Pode-se organizar encontros para ver filme, comer pipoca e criar atividades de jogos, teatro, música e tantas outras. Sem saudosismo mas ainda tem "sabor" organizar pick-nick.

O aniversário:
É o dia especial de cada uma criança. É importante ter a relação de todas as crianças com a data de nascimento. Quando for telefonar, saiba quantos anos ela estão fazendo. Criança gosta que saibam sua idade certa.

Lúcia Leiga de Oliveira
É membro da Igreja Metodista no bairro Planalto, em Belo Horizonte, assessora do Projeto Sombra e Água Fresca.

HISTÓRIA - A BOA IDÉIA DE SUZANA

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A história que segue mostra como Suzana escolheu fazer o que agrada a Jesus.

Suzana olhou alegremente ao seu redor e para os pequenos convidados. – Faço sete anos hoje! Disse ela. Dentro de um ou dois minutos abrirei meus presentes de aniversário. Então encontrarei o relógio de pulso que o papai e a mamãe prometeram dar-me, quando eu fizesse meu sétimo aniversário!

Suzana desatou fitas azuis, fitas amarelas, fitas cor-de-rosa – um verdadeiro arco-íris de fitas. Quão interessante era ter uma festa de aniversário!

- Trouxe-te um jogo para limpeza de casa de verdade! E Leti sorriu para Suzana, enquanto os negros cachos lhe dançavam pela face. – Olha, Sue! Leti ajudou Suzana a desembrulhar o pequenino esfregão para a limpeza do pó, o vidrinho com óleo para a limpeza de móveis, e foi Leti quem colocou em Suzana o lindo aventalzinho estampado de flores alegres. Até havia um pequeno espanador, e uma vassoura!

- Você agora pode arrumar seu próprio quarto, Suzana, disse-lhe a mãe, sorrindo.

Suzana acenou com a cabeça.

Ajudar a mamãe agora seria coisa realmente bem interessante.

Tinha somente mais um presente a desembrulhar e esse devia ser o relógio de pulso. Havia numa caixa cor-de-rosa e prateada. Havia realmente um relógio! E aí Suzana viu Nete, com seu engraçado narizinho chato, espreitando pelos vãos da cerca. Neti parecia estar fazendo o possível para não chorar! Não vou convidar Neti Almeida, vai se desfazer em pranto e molhar todos os meus presentes, e portar-se mal, dissera Suzana a sua companheira predileta Leti. Esta concordara com ela...

Suzana voltou as costas para a cerca, e fez de conta que Neti fora embora. Começou a brincar de “lenço-atrás” com as outras crianças, mas, por mais que fizesse, não podia achar graça no brinquedo. Não, não havia graça alguma. Até Leti não demonstrava vontade de brincar, e olhava triste para Neti.

Durante toda a manhã Suzana excluíra Neti da mente. No dia anterior, quando sua mãe lhe dissera bondosamente: - Querida Suzana, não gostaria você que Neti tomasse parte, amanhã, na sua festinha de aniversário? Suzana batera o pé e dissera: “Não!”.

A mãe estivera muito ocupada, fazendo os bolos para a festinha, e arranjando os brinquedos e outras coisas, mas parara para dizer: - Temo que você magoe Neti, Suzana. Bem sei que lhe prometi que poderia escolher os companheiros que desejava que viessem no seu aniversário, mas não seria melhor que qualquer hora, hoje, você desse um pulo e convidasse Neti? Ela, certamente, não assiste a muitas festas de aniversário, e haveria de gostar bastante se a convidasse. Não espere que lhe traga um presente, querida, porque seus pais são muito pobres.

Tão ocupada estava a mãe de Suzana com os planos da festinha, que se esqueceu de Neti, justamente como Suzana esperava que acontecesse.

- Convidou Neti? Perguntou-lhe a mãe. (Suzana pendeu a cabeça e corou de vergonha, pois ela e Leti haviam rasgado o lindo cartão cor-de-rosa do convite reservado para Neti.) Confiei na minha pequena, senão eu mesma tê-la-ia convidado, disse gravemente a mãe de Suzana, demonstrando estar bem triste.

Suzana sentiu-se muito mal. Ali estava ela, com os presentes empilhados ao seu redor e o belo relógio de pulso no braço a fazer tique-taque, mas não tinha nem um pouco de alegria. Nem um pouco! Suzana sentiu como se fosse a menina mais infeliz do mundo, pois repentinamente vira quão egoísta tinha sido, quão falta de bondade para com Neti. Todos podiam ver Neti choramingar agachada atrás da cerca, procurando ver a mesa de aniversário!

Foi nesse momento que Suzana teve a boa idéia.

Girou velozmente, e correu o mais depressa possível até o passeio e ao redor da cerca, até encontrar Neti. – Venha para a festa! Suzana tomou na sua à mão de Neti, apertando-a com satisfação. Quão bem se sentia agora!

- Vou dar-te o meu aventalzinho branco. Neti quero dizer que será seu mesmo... Já fiz sete anos hoje; sete, realmente! E Suzana meditava, enquanto cortava um pedaço do bolo de aniversário para Neti. “Não posso continuar a ser mesquinha para ninguém, porque estou quase moça!”.

MODELOS DE CRACHÁ

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HISTÓRIA - O BARQUINHO

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(autor: desconhecido - adaptação Lina)

Era uma vez um menino chamado Toninho.
Toninho morava perto de um rio, e por isso, gostava muito de barcos.
Ele sempre fazia barquinhos de papeis, mas eles acabavam se desmanchando na água.
Um dia, enquanto caminhava pelas ruas da pequena cidade onde morava, ele viu na vitrine da loja, um barco bem bonito, do jeitinho que ele queria.
Toninho entrou na loja e perguntou o preço do barco ao dono da loja.
Era um valor muito alto e Toninho não tinha o dinheiro para comprar ao barco.
Saiu muito triste da loja. Foi no caminho que teve uma idéia. Iria construir o seu próprio barco, mas não de papel, como das outras vezes. Agora ele iria construir um barco de madeira.
Por vários dias, Toninho, juntamente com o seu pai, construiu um lindo barco, o qual o término foi pintado com cores alegres.
Os olhos de Toninho brilharam de alegria ao ver o lindo barquinho colorido. Ficara lindo.
Com todo cuidado, Toninho colocou o barco no laguinho, que ficava perto do rio. E ali, brincava alegremente com o seu barquinho.
Um dia, quando Toninho brincava com o seu barco, veio uma forte tempestade levou o barco de Toninho para o rio. Toninho tentou alcançar o barco, mas foi em vão. As águas estavam muito agitadas e levou o barco para longe.
Toninho ficou muito triste. O pai até queria fazer outro barco, mas Toninho queria aquele, porque ele tinha gostado muito dele. Outro barco não seria a mesma coisa.
Toninho ficou a caminhar tristemente pelas ruas da cidade. Quando, de repente ao olhar para uma vitrine de uma loja, viu um barquinho muito parecido com o seu.
Ele entrou na loja e pediu ao vendedor para mostrar o barquinho. Toninho pegou o barquinho nas mãos e examinando-o cuidadosamente e concluiu:
- Esse é o meu barquinho.
O vendedor sorriu para o menino e disse:
- Esse barco pode ser seu garoto, mas tem que pagar o preço dele.
Toninho, entre lágrimas, tentou explicar o ocorrido para o vendedor. Mas, o vendedor disse que para Toninho ter o barco de volta, ele teria que pagar o valor do mesmo, porque aquele barco agora pertencia à loja.
Toninho saiu da loja muito triste, pensando o que fazer para conseguir o seu barco de volta. Decidiu que iria trabalhar muito, até ajuntar o dinheiro e comprar o barco.
E assim Toninho fez. Por vários dias, Toninho trabalhou incessantemente como entregador, limpador de calçadas, etc. Até que um dia, conseguiu ajuntar o dinheiro para comprar o seu barquinho.
Toninho foi apressadamente a loja, com medo de não encontrar o barquinho. Mas... para a sua alegria, o barco ainda estava lá.
Toninho entregou o dinheiro ao vendedor que lhe deu o barco em troca.
Toninho, tomou em seus braços o barquinho dando um suspiro aliviado e disse:
- Meu barquinho querido. Você é meu duas vezes. A primeira vez, porque eu te construí e agora a segunda vez porque eu te comprei.
Essa história é semelhante a nossa vida. E poderíamos dizer que somos como aquele barquinho. Um dia, Deus fez o homem com muito amor e carinho, mas a tempestade (pecado), separou o criador da criatura. Mas... Deus, o criador teve um plano e através de Jesus Cristo, seu filho, Ele pode trazer o homem de volta para os braços do criador.
Muitas pessoas ainda andam longe do criador, mas Deus espera ansiosamente para toma-lo em seus braços amorosos, porque o preço já foi pago através do sangue de Jesus derramado na cruz por causa dos nossos pecados.